2017-03-18

Tabacaria espontânea: Carol 10.000

 "Cê pode ler textos meus com o seu sotaque maravilhoso?", "Claro que sim." E, digo eu, maravilhosos eram os textos da Carol. "Ai, que maravilha!" (dizia ela, ouvindo o meu sotaque, que não a minha leitura, porque nem sequer leio ou digo bem). "Eu sei a Tabacaria!", "Sabe? Que parte?", "Eu acho que toda", "Toda?", "Sim.", "Seria capaz de a dizer agora, sem preparação, e autoriza que eu filme?", "Claro." Armei o telemóvel, o mesmo que filmara o "Happy" de Minas por esses dias, e filmei seguido, e à primeira. Cada vez que sou notificado de um comentário, venho rever. É maravilhoso. Mais até do que a interpretação, o facto. A quem já ocorreu uma Tabacaria espontânea? A oito mil quilómetros de casa, eu lembro-me de que só queria chegar e chutar isto para a rede. No avião de regresso, mostrei o vídeo ao sobrinho do próprio autor. Ele espantou-se, como todos. Esta menina, a Carol, a quem chamámos Silvia Plath, e a Lívia, que assiste primorosamente, a quem chamámos actriz, já entraram na universidade. Ainda a quiseram trazer cá, e deviam, mas na verdade ninguém trouxe. Quase a celebrar as dez mil visualizações.


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