2016-12-17

You cannot love in moderation

Na terra dos vivos a treva
sangra por dentro
o Cohen morreu
e nós por nascer

a luz a entrar pelas falhas

já ouço os sinos da vila
e sobre as margens antigas
estou pronto para esta
luta

atirem a corda escarlate
é tempo de dissolver
o grande baile
de máscaras

não podes amar com prudência
não podes dançar com os ossos
dos mortos

coloca a alma na eira
entre as paredes do rio
suporta as pedras sagradas
nos ombros 

fizemo-las vivas
já não estamos sós

beija o chão
muda de nome

não podes amar com prudência

não é com prudência que
sofres

não é com prudência
que choras

não é com prudência
que colhes a mão
de um filho na tua

ouve ao longe os tambores
os pássaros que falam línguas
esperando o nascer do dia
compõe o rosto
prevê os medos
vê a cidade através 
das lágrimas

a treva evanesce
provida de sol

e nós a voltar a casa
e nós a voltar a casa
e nós a voltar a casa

you cannot love in moderation 
(there's a crack in everything 
 that's where the light gets in)
 

PG-M e Matthew Perryman Jones e Cohen 2016
fonte da foto

Livremente inspirado no arrebatador "The land of the living", de Matthew Perryman Jones, que aqui se traduz e se mostra:
 

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