2016-04-06

Granítico-poeto-murconhe


(sou eu)

.apenas.

Granítico-poeto-murconhe

(também se pode admitir a forma
 Granítico-poeta-murconhe

mas tem menos individualidade, sendo apenas respeitável como formação gramatical. A areia na barba e no lábio inferior não é relevante, é só verão; eu escolheria esta última forma para escrever na calçada e as pessoas calcarem, porque causaria menos estranheza e mais prazer a um colectivo. Temos de ter esse respeito pela sensibilidade média.
Ao formar a palavra nova - que sou eu, mas podem ser outros, portanto, não sou só eu - ambas são compostos não-sintagmáticos por coordenação, mas aquela primeira deformou-se em prol da própria personalidade do tripeiro apaixonado por livros e por escrever, podendo ser substantivo (se me tratarem um dia, como desejo, como "o" granítico-poeto-murconhe"), ou adjectivo, (se disserem que eu sou isso;), e deformou-se em derivação por sufixo zero do substantivo poeta (que também pode ser adjectivo), para o lado esquerdo e para o lado direito; esta gramática é carnal, feita e sentida em jorros, não tem nada de estruturalismo ou perdas de sangue até o corpo da frase ficar exangue, que é o que querem fazer à minha gramática verde-acinzentada (sou algo daltónico, não liguem) do Lindley Cintra e do Celso Cunha, que é linda e pela qual eu me apaixonei tardiamente; não me vou pronunciar sobre o que aconteceu tecnicamente à palavra "murconhe", porque essa não é nova, é de cá, está cá dentro, e nunca poderia ser murcão; nunca

nunca

Se acharam isto complicado, destrocem (no sentido intransitivo) e fiquem por favor apenas pela parte não-em-itálico.

PG-M 2016

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