2015-11-05

mulieribus

a tua beleza repara o mundo inteiro e eu,
aqui no hemisfério de baixo, vejo-te em apneia sob
as tarefas burocráticas e o sistema político a não conseguir cortar-te os pulsos com paper cuts e depois tudo a ficar redimido no beijo do centro da praça, quando tu, trapalhona e ansiosa, mas com o porte dos deuses, começas a contar o teu dia de trabalho e eu te abrando com os lábios
o que eu te digo é: cala-te
a tua beleza repara o mundo inteiro. 


PG-M 2015
PS: o texto funda-se nas mulheres em torno da literatura, as mulheres que são superiores e o nosso chão em casa e na rua e nas livrarias e nos cafés e nos bares e nos cinemas e nos teatros; a foto é apenas de uma sessão, a primeira que encontrei, onde estavam mais belezas a apagar o mundo inteiro :); podia ser qualquer foto de qualquer sessão literária onde as mulheres se destacam sempre;

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