2015-10-25

terra omnia

de volta ao paraíso sem ter morrido
no paraíso está muito calor, mas a campina altera os corpos e os olhares, fica-se mais comprido do que à face do mar porque esta terra pode percorrer-se a pé e parece tão infinita como o oceano junto ao qual me habituei a viver
aqui tenho vontade de me fundir com o chão, com o capim amarelo, com as oliveiras, com os rochedos, e tenho a certeza de que a poesia e a literatura estão sempre a mais, aqui só consigo ler
e rever sem criar, e, sempre que tentei escrever, deitei as frases à terra sem as guardar e talvez tenham crescido sombras ou silêncios, ou sombras e silêncios

quero mais um dia aqui e depois volto
volto sempre.

PG-M 2015

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