2015-05-01

voltou

voltou.
voltou esta coisa que me regista numa faixa acima ou abaixo da vida e do mundo que escorre regular, peço o dobro dos cafés e bebo-os e pago-os feliz, imagino que por fora os meus olhos sejam uma espécie de vidro com espirais, não é loucura, isto não é loucura, é um labirinto sem paredes, um parque aquático seco no meu corpo tubular e as pessoas a fluir por dentro aos gritos e às gargalhadas e eu vejo em cada esgar o sentimento enciclopédico de todos os imperadores e de quem os serviu e de quem nunca os serviria, como diria o Fernando, uma criança a ler as horas desde o gato, um menino a render-se a uma máquina fotográfica, um velho a nascer, já vos deixo em paz, mas a verdade é que já nada mais me serve, serve-me isto e isto não é sempre assim
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PG-M 2015

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