2015-04-30

A saudade é um objecto (uma posse)

 Há fotografias que ganham um valor incalculável.

Faz um ano que tomámos este pequeno-almoço e, no final do dia, na charmosa noite brasileira, o grupo português subiu ao palco do Teatro da Urca e foi implicado num caso de paixão transcontinental. Oito mil quilómetros que ficam em nada.

Esta fotografia não podia ser tirada este ano, porque perdemos ambos.

O Sr Alípio, director do Hotel, era um português radicado neste paraíso mineiro há décadas e desfrutou, intensamente, de cada minuto dos seus portugueses. O Luís foi o verdadeiro anfitrião, porque já tinha ido no ano anterior. Este ano temos lá o José Luís Peixoto. Há momentos bons da vida. Esta semana foi um deles, perfeito, indelével. Não me canso de o dizer, mas hoje tinha de o recordar. Fora do enquadramento, mas presentes, o Gonçalo Carreira, o Joel Neto, o Eric Frattini e o Miguel Roza. Portugal ficou bonito na fotografia brasileira. Saudades de todos, que se curam, menos as destes dois.

Curiosamente, as saudades não são bem um sentimento, são um objecto. Uma posse. Não se sentem, têm-se. E por isso se levam a tudo e a todos. Tomem lá as minhas.

A actriz Livia D'Angelo fez quinze anos nesse dia. Hoje faz dezasseis. É ela que observa a Caroline a dizer a Tabacaria. Retenho esse silêncio sublime da Lívia.



PG-M 2015
Ps: o momento único, espontâneo, da Tabacaria da Carol e da Lívia pode ser visto aqui

O "Happy", vídeo que passou novamente este ano no festival, recordando o nosso grupo, vê-se aqui

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