2015-02-06

Dez da manhã


Dez da manhã e eu passando
ao largo do teu
bosque

copas negras cercadas
por caules de
betão;
é tão improvável
para a poesia
o relato da
perfeição

é tão distante para nós
a parábola do corpo

é tão tarde para quem foi cedo
tão cedo para quem foi noite


PG-M 2015
fonte da foto



Sem comentários: