2014-05-06

5 portugueses e 1 espanhol de arraso num festival literário

Foi porque a literatura pode ser colorida sem ser histriónica ou engajada, ser leve sem ser light, e porque essa leveza se conquista com uma cedência consciente à contemporaneidade que traz todos para o centro e o escritor para as faldas, observando, respondendo e crescendo com os seus leitores. Foi porque este grupo nada homogéneo era feito de pares que chegaram com vontade de se aprenderem e de se estimarem, de se apoiarem e protegerem, e todas as sessões tiveram os restantes na assistência, a vibrarem com orgulho. E plenitude. Foi por isso que o Joel Neto, ao responder a duas notáveis meninas de 16 e 15 anos que são já actrizes e escritoras, a nossa Sylvia Plath (Caroline Nunes) e a nossa Lívia, que diziam que havíamos sido o melhor grupo de sempre no FLIPoços, quer individual quer colectivamente, e nos instavam a repetir a experiência, disse uma coisa dura: isto é irrepetível. Nunca voltes ao lugar onde foste feliz. De quaquer modo, se algum dia essa ocasião surgir, nós sabemos que, com ainda mais trabalho e entrega, podemos fazer ainda melhor, mas sempre diferente. Como dançar com todas as mineiras. Fica aqui um vídeo ímpar de uma semana ímpar:

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