2013-05-22

The Manchester notes (I)

De Maria João Freire de Andrade

Passados quase 15 dias de permanência nesta ilha verde e chuvosa, os ecos de Portugal, esse país de sol e boa comida, chegam-me como cacarejos. Não me refiro ao "cacarejar" do governo de Mr. Lapin e outros animais, mas ao cacarejar de certos indivíduos que surgem no facebook a partilhar grandiosas pseudo-eloquências contra este e o outro, e aqueloutro e mais este e mais aquele. E, ainda pior, "grandiosas pseudo-eloquências" escritas ou ditas por terceiros, pois nem por si mesmos conseguem pensar.

Apesar de sempre o ter sabido, agora à distância vejo-o melhor. Portugal é mesmo um país de gente pequenina, de gente medíocre, que ao descobrir uma rede social (inventada por um americano) considerou-a o meio por excelência para deixar transbordar toda a sua inveja, e "no entretanto" imiscuir-se como pretenso amigo das pessoas de quem sente inveja. 

É oficial. Portugal nem sequer tem nível para ser uma capoeira, não passa de um quintal cheio de galinhas tontas a chocarem de frente umas contra as outras. Galinhas deslumbradas que pretendem "poleiros" numa determinada área, e quando não o conseguem, extravasam toda a sua bílis a quem o conseguiu. Esquecem-se que as pessoas que invejam são pessoas que trabalharam arduamente, que conquistaram os seus respetivos lugares por direito e mérito próprio. Não tiveram de recorrer a redes sociais, nem "amigarem-se" e "desamigarem-se" virtualmente com alguém. As redes sociais, esta rede social, é também um belíssimo espelho que exibe sob inúmeras formas, a carranca (mais ou menos) servil e untuosa de certos "débeis de espírito", que seguem correntes e marés sem pensamento próprio. 

Cacarejai, senhores, cacarejai, é divertido ouvir-vos :)

MJFA

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