2013-05-01

Primeiro

 
Meu amor, o dia nasce, os galos replicando a Aurora, o derrame das ursas nos quintais da Celeste, copiam breves pautas pequenos pássaros em vastas copas de Pomar e há um só risco de luz no fundo dos olhos, primeiro de Maio, depois de ti, que de mim nasces numa volta da cama, os lençóis quentes puxados para cima dos ombros, bom dia, que horas são?, é cedo, dorme, voltam-se os corpos no espaço sideral e o dia nasce e a revolução está feita. Nós não. Nós ainda não. Ainda se dorme dentro da casa.
 
PG-M 2013

2 comentários:

Virginia disse...

Eu receio ainda não ter acordado...

Mas estou viva e isso é que me interessa.

Pedro Guilherme-Moreira disse...

:)