2012-07-12

Dia 4, Dia 5, Dia 6 - Cheiro, memória, almas que dobram


Dia 4 - Ao quarto dia vai-se em busca do cheiro que passava por nós todos os dias e que agora só resta nas arestas de certos objectos e numa camisola vermelha. Na presença, o cheiro passa. Na distância, o cheiro entra. Na presença mal se dá por ele. Na distância fere.

Dia 5 - Ao quinto dia tem-se noção de uma profunda inimizade com a saudade. De manhã discute-se com a memória. À tarde despreza-se a tipa. À noite ignora-se. Ou não se dorme. Amanhã é outro dia. Com memória:).

Dia 6 - Ao sexto dia o corpo continua sem se conformar. A alma, contudo, dobra.

PG-M 2012

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