2012-02-26

Óscares, última hora, devia ser da Janet

Sobre o delicioso "Albert Nobbs", talvez baste dizer que é delicioso. Passado num hotel no fim do século XIX, tem Glenn Close e Mia Wasikowska em grande forma, mas...o que tem mesmo é um desempenho tremendo da menos conhecida (mas com uma já longa carreira) Janet Mcteer, que faz valer o seu metro e oitenta e cinco de mulher para compor uma notável homem. Sendo comum que aqui se escreva sobre óscares, até porque é a 27ª noite seguida em directo e sem interrupção, até porque quando não havia internet o louco subscritor destas foi para bibliotecas reconstituir todos os nomeados desde a primeira edição, nas vésperas do grande crash de 1929, até porque é uma espécie de vício sem nenhuma crença balofa de que a arte está aqui (embora dentro do grande espectáculo também a encontremos), não me lembro de um ano em que se não me oferecesse a mínima dúvida sobre a justa vencedora do óscar da melhor actriz secundária - Janet McTeer, pelo Hubert Page de "Albert Nobbs", que vai ouvir, e já ouviu noutros festivais, a habitual piada de que devia ganhar o óscar do melhor "actor" secundário, e não actriz. Conseguir brilhar ao lado de Gelnn Close, suplantando-a, é notável. Embora seja altamente provável que ganhe a Octavia Spencer - que, estando bem, eu nunca preferiria, mesmo dentro das Serviçais, a Jessica Chastain, ou fora delas à encantadora Bérénice Bejo (O Artista), o papel do ano é este, e vale o filme. Mas esta noite valerá, não tenho dúvidas, pelo regresso do Billy Crystal - que é tão bom, tão bom, que bem podiam dizer que tinha havido boicote e ninguém ia aparecer que, se o Billy lá estivesse, teria milhões de espectadores. Vale uma aposta? Boa noite de óscares.


PG-M 2012

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