2012-02-28

leva-me a casa



escreve-me um poema banal do meio do jardim
daqueles parecidos com letras de canções que garantem
que te amarei por todo o sempre
e que vingam entre os génios se tiverem meios tons
e acordes divergentes
leva-me de volta
tenho o corpo tão cansado pela luta
deste nome sob as solas dos sapatos
desta alma dentro das bocas famintas
leva-me a casa
e mais tarde
vem ao quarto aconchegar
a vida
apaga a vela
guarda-me o resto da face
na palma
e não te durmas
sem mim

PG-M 2012

2 comentários:

F79 disse...

Pedro, gostei muito, muito mesmo.
Beijinho.
AF

Pedro Guilherme-Moreira disse...

obrigado, Ana:).