2012-01-21

Eliminar o terreno

Dizer que as redes sociais não são nada, é cabotino. Dizer que são tudo, perigoso. É como a vida, sim, mas não deixa de ser uma exposição forçada. É verdade que a porta da minha casa nem para os amigos está aberta: prefiro dar a vida pelos amigos indo ao encontro deles, mas deixar esta reserva como o que ela é: sagrada, onde podemos ser frágeis sem vigilância. Na vida pública, redes sociais incluídas, onde me encontro entre pessoas que venero, tenho a porta aberta a todos e conheço apenas uma parte dos meus inimigos - aquela que me prejudicou sem margem para dúvidas. Conheço poucos, e quase todos estão convictos de que eu não sei o que me fizeram. Não falo de certas personalidades vaidosas que se acham demasiado importantes para nos passar cartão: falo de gente pérfida. O meu defeito é nunca dar essa tema por encerrado e manter uma perene abertura para que a elevação compareça e tome a mesquinhez. Uma amiga veio trazer-me em privado o conforto das seguintes palavras de Sun Tzu: "A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar." Aplico este ensinamento todos os dias na advocacia, mas não sei como na literatura, onde não encaro como boas as artes da guerra, mesmo as sábias. Num mundo de palavras, não posso usar ou colocar mordaças a quem quer que seja. Também não me dou qualquer importância, sendo que um parágrafo desta extensão já me parece pouco avisado - é que os frustrados e ressabiados também se fartam de escrever por essa internet fora. Verdade que os sonsos pouco escrevem, os pérfidos deixam parágrafos bem urdidos e sempre para ferir e que os benevolentes nada temem. A minha arte de guerra, se quiserem, é, por ora, eliminar o terreno e eliminar-me a mim próprio como adversário. Medida sanitária fundamental para deixar tempo para as coisas importantes que tenho em mãos. Tenham uma boa semana e aceitem um antecipado e profundo agradecimento - são tantos os que, pressentindo um coração (baaah, que lamechice:) em sobressalto acorrem a serenar:). E contam comigo, ah se contam. 
PG-M 2012

2 comentários:

ana b. disse...

Ena!!
Vou já apanhar o Alfa a ver se chego a tempo de o capturar. Estou mesmo a precisar de uns cobres:)))
Mas, de preferência, vivo! Senão, depois, com quem vou eu trocar impressões sobre os filmes?:)

Pedro Guilherme-Moreira disse...

agradecimentos. Não há drama. Enquanto eu respirar, estarei sempre por aqui.:)