2011-12-04

the doors


hoje, numa deliciosa reportagem da Sic ("O teatro e as serras"), uma senhora de 83 anos dizia: "Quando ele se foi (o marido), o que me custou mais foi fechar a porta e ir para o campo." Porque ele estava sempre em casa e a porta ficava aberta.
Amanhã vou fechar a porta e vou para o campo - às segundas o corpo tem de se habituar a descolar do calor dos nossos e a casa fica vazia logo às oito da manhã.

Eu fecho a porta e vou para o campo.

PG-M 2011

6 comentários:

SMP disse...

Nem me digas nada... às segundas, principalmente depois de um fim-de-semana prolongado, como este, as ruas do Porto parecem ainda mais duras, de graníticas, e todos os sucessos mundanos seriam trocados de bom grado por mais um miado da minha gata, que pensa que não há mundo senão entre aquelas quatro paredes (e haverá?).

ana b. disse...

Bom trabalho:)
Eu gosto de fechar a porta e ir para o campo. Mas nunca me esqueço da chave - sabe bem regressar:)

Pedro Guilherme-Moreira disse...

Curioso, Sandra. Parece que adivinhaste: ontem mesmo, no facebook, perante este texto, a filha do grande António Gedeão citava o pai - "‎"Quem há-de abrir a porta ao gato
quando eu morrer?"; Se sabe, Ana:).

Beatrix Kiddo disse...

gostei muito dessa reportagem

Beatrix Kiddo disse...

as segundas são terríveis...ou melhor, os domingos à noite em que tenho de ir embora. Os domingos à noite sabem igual às segundas

Pedro Guilherme-Moreira disse...

Bea, talvez tenha sido por isso que o escrevi num Domingo à noite:). Obrigado.