2011-12-22

A metáfora estafada da vida


Hoje de manhã competi com bicicletas. Não é epifania, porque já sabia: custa metade correr com alguém a puxar. A senhora ficou frustrada e pôs-se a pedalar de pé. Eu, que até sou lento, não descolei, mas na descida não tive hipóteses. Na praia, a areia média, húmida de orvalho, afundava a cada passo. Apetecia chorar com as pontadas nos quadríceps femoris:). Mas há sempre a metáfora estafada da vida: é resistir. As pernas ficam mais fortes e o passo mais firme. No fim, calquei merda, o que ainda estafou mais a metáfora estafada da vida. Merda na minha praia. Prefiro os cães a montante das dunas. Temo-os na praia. Está sol, não está frio, é Natal.

PG-M 2011
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3 comentários:

Cristina Torrão disse...

A merda dos cães na praia é da responsabilidade dos donos. Nada impede que os cães também corram pela areia, se os donos removerem os seus dejectos. Com, aliás, o devem fazer em todo o lado, seja na praia, nas dunas, no passeio, nos jardins, etc.

Quando os cães se tornam incómodos, o problema está do outro lado da trela.

Pedro Guilherme-Moreira disse...

ahaah. Cristina, estragaste-me a metáfora estafada. Os cães do texto não são verdadeiros cães, got me?:))) De qualquer maneira, e fora de metáfora, se corresses como eu há anos na praia, vias que os cães sem dono, vadios, são efectivamente perigosos, e têm um instinto menos civilizado ou domesticado na areia. Já fui mordido e sei que corro alguns riscos, mas nada que me demova. É bom demais correr todos o ano na areia:).

Cristina Torrão disse...

OK, falhou-me a metáfora ;)
Mas não te esqueças que os cães sem dono, o são, porque foram abandonados pelo dono. O problema continua no mesmo sítio.

Isto não quer dizer que gostasse de ser mordida, ou que algum desses pobres vadios atacasse a minha pequena "terrier", devidamente civilizada ;)