2011-11-25

Na morte nenhum dilema


Na morte nenhum dilema. Morre-se e pronto. O dilema fica atrás, no espaço desocupado, no tempo vago, nos passos dos que viviam para nós e inclinam a cabeça de forma imperceptível e suspiram em silêncio para que ninguém os veja por dentro depois dos gritos e do choro dos dias negros, ou então do sorriso ténue e da cara seca que perturbou os que se alimentaram do nosso fim com medo do seu. E pronto.

PG-M 2011

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