2011-11-04

My girls

Pelas minhas raparigas faço tudo. E olhem que hoje vale a pena cá ficar: vamos falar desse tudo menos de beleza. Bom, também de beleza, mas principalmente de qualidade. Tempo de qualidade. De um excelente filme e de uma excelente série. De promessas e de certezas.

Começamos pela Anna Hendrick: patinho feio? Tenho as minhas dúvidas. Pode ser pequenina, magrinha e de dentição distinta, mas é das que troca voltas. Esta menina foi das mais novas actrizes - de sempre - a ser nomeada para um Tony. Não é para qualquer um. E Jason Reitman não teve segunda escolha para o seu papel em Nas nuvens. Presumo que o Jonathan Levine também não para este sublime 50/50. Aqui é actriz secundária, e entre as secundárias quem se destaca é mesmo a senhora que se segue, e é até verdade que este não será o papel da sua vida - é, certamente, o papel da vida de Joseph Gordon-Levitt (mais um "tracinho", como o vosso dedicado articulista) - , mas dificilmente imaginamos outra no papel da terapeuta Katherine. Anna Hendrick encanta, e não é pelos belíssimos olhos nem pelo colo perfeito: tem já o brilho de uma grande actriz, das que estagiarão anos em prateleiras mas cumprem sempre com rigor. E porque falamos de 50/50, podem registar: o melhor filme - de muitos anos - sobre uma doença terminal: seco, directo, físico e, no fim, visceral, como só podia ser um filme de um assombroso realismo. Eu desconfiava muito do Joseph. Not any more.:)

Brice Dallas-Howard: Nesta vou arriscar: a filha dilecta de Ron Howard é, se não "a" actriz americana da década de 10 do século XXI, seguramente uma das que liderarão o top 10. Esta ruiva, além de lindíssima (mal não faz) é um "monstro" a actuar, tem sido nomeada para diversos prémios desde 2005 (tendo ganho alguns deles), mas está, neste início de década, especialmente depurada. A composição n' "As serviçais" deve valer-lhe o óscar, mas neste 50/50 não fica muito atrás: é, até, especialmente subtil, como só sabem ser as grandes. A (minha) aposta mais forte do ano cinematográfico entre as mulheres.

Christina Ricci: bom, esta - como sói dizer-se - tem "qualquer coisa". Pode ter metro e meio, estar magra e desolhada (isto sempre foi, mas era - e bem - roliça), mas já não é a miúda de dez anos da Família Adams. Tem trinta e um e é uma líder nata. Foi o que fizeram dela na novíssima série coqueluche que nos chega da América, já uma das minhas favoritas, Pan Am, que retrata a época dourada desta companhia de aviação nos 60s. Uma dupla (melhor, quádrupla, como veremos) delícia.



Karine Vanasse: é a morena aí de cima e o melhor "riso de olhar" do ano. É canadiana, nascida no Quebeque, mas faz de francesa na série. Até agora foi uma actriz discreta (alguém se lembra dela no "Meia Noite em Paris", de Woody Allen?), mas no fim do episódio 2 da temporada 1 oferece a dança perfeita numa praça parisiense. Vejam que depois percebem porquê (a dança e o sorriso dos olhos de Colette aparecem nos primeiros segundos do vídeo que fecha este artigo).

Margot Robbie faz de irmã da única que não destaco aqui, Kelli Garner (provavelmente a melhor actriz da série), também em cima na foto. Margot é australiana e fácil de identificar no papel de loira perfeita. Sendo australiana, dificilmente seria fútil (as australianas fúteis não saem de Camberra:), mas também não está cá por ser boa actriz. O papel que compõe, contudo, é quase enervante: imaginem uma Marylin Monroe tímida, reservada e apagada e percebem porquê. Até por isso, Margot Robbie é bem capaz de se destacar daqui a alguns anos. Esperemos que seja pelas melhores razões.


PG-M 2011
fontes das fotos:
Anna Hendrick
Brice Dallas Howard
Pan Am

6 comentários:

ana b. disse...

Olá Pedro:
Ficam as sugestões:)
Estava indecisa no 50/50 mas agora decidi-me:)
Quanto à PanAm, prefiro aguardar que saia em DVD - gosto de ver as séries ao meu ritmo. Mas promete. Faz-me recordar a minha série preferida: Mad Man! Talvez pela época.

Pedro Guilherme-Moreira disse...

Sim, Ana, tem muito trabalhinho - talvez menos rigor que a Mad Men, mas é um prazer bestial:). Para mim, tem (quase) tudo o que eu preciso de ver em televisão. Mas ando especilamente encantado com a Colette:).

ana b. disse...

Acredito que sim:) Mas olhe que o partner também não é nada de deitar fora...:)
A Christina Ricci é que está irreconhecível. E não é só o estar bem mais magra - é também o rosto.

Pedro Guilherme-Moreira disse...

O Mike Vogel? Não será, mas para não me colar ao cliché do "de homens nada percebo", dir-lhe-ia que os uso para sugestionar as mulheres, e neste caso elegeria mais depressa um Don Draper:)

ana b. disse...

Não duvide nem um pouco...
Aquele mad men tira-me o sono:)))

Pedro Guilherme-Moreira disse...

A ideia é essa, Ana:).