2011-10-20

Lytro - passo adiante da humanidade?

Deixei de me deslumbrar com tecnologias, mas nunca deixei de ser obcecado pelo futuro próximo. Gosto de adivinhar a tendência e sou um comprador a frio. Gosto de comprar a tecnologia eficaz e barata, não a bonita e social. Gosto de comprar qualidade. Mas isto é outra coisa. Ou então é um gigantesco golpe de marketing. O que esta maquineta faz é próximo do olho humano. Fotografa (ou olha) o momento sem atraso - é literalmente instantânea. Aprisiona o espectro de luz que pode depois ser trabalhado de um número infinito de maneiras: tem-se falado muito na possibilidade de se focar depois, mas isso é o menos. Um passo adiante na história da humanidade? Dizem-no algumas publicações de referência, e não falo de tecnológicas (falo do New York Times, por exemplo, entre muitas outras), e nós começamos a pensar que pode ser verdade. Os loucos por gagdets (como eu) são os primeiros a tombar de encanto:). Mas que vale a pena deitar um olho, isso vale.

PG-M 2011
fonte da foto

7 comentários:

ana b. disse...

Reconheço-lhe as vantagens mas só tombo de encanto por pessoas:)
É cada tombo...:)

elbett disse...

E eu doida por gadgets nem tinha visto este. Mas atenção...parece que é só Apple friendly. Estive a ver a galeria de imagens e é uma maquineta fantástica!

Pedro Guilherme-Moreira disse...

Ana Bê: isto são as pessoas:). Baudelaire também mudou de paradigma artístico - e até mudou o cânone - quando começou a ser inundado dessa coisa estranha que foi a...fotografia. Então a obra de arte pode ser reproduzida ad infinitum?
Elsa, isso transcende tudo isso, Apple ou não: passas a levar a luz dos momentos contigo, e não meras imagens. Como memórias. Pressinto que é verdadeiramente revolucionário.

21 de Outubro de 2011 15:45

elbett disse...

Sem duvida que é! Como todo o reinado da maçã;)

Pedro Guilherme-Moreira disse...

qual reinado da maçã...tssss...:)

ana b. disse...

Pedro:

Gosto muito de fotografia:)
Tenho ainda muito presente a magia do quarto escuro, das tinas e dos cheiros do revelador e do fixador. Ainda guardo algumas molas com que dependurava as fotos a secar. Sem dúvida são das memórias olfativas mais fortes que tenho, da minha adolescência e juventude. Fecho os olhos e consigo sentir os cheiros. E invade-me uma enorme nostalgia.
Nada em comum com Baudelaire, portanto. Pelo menos nessa matéria:)

Pedro Guilherme-Moreira disse...

sim, ana, para Baudelaire não podia ser nostalgia:))