2011-08-16

Californicação e ética

O que a Fox estreia em Agosto, a 4ª temporada da série da Showtime, Californication, já está vista e revista e lá terei de esperar por Janeiro de 2012: mas apercebi-me de que nunca me referi neste blogue a uma série que deito à terra em sementeira desde o dia um.

Não conheço nenhum escritor que se pareça com o protagonista, e se existir é uma besta, embora eu de escritores perceba pouco ou nada.
Parece-me é que a excelência de Californication se prende com o que faz aos cínicos dos nossos dias: dá-lhes um Hank Moody com o qual eles nem sonham não se parecer.
No limite, é um barrigada de insegurança oferecida de bandeja e há quem adore aquilo por macaquice. Eu, como sou um primata com vontade de me rir de mim próprio e do meu ridículo, adoro aquilo porque em nenhuma série me parece tão clara a supremacia de uma ética de decência humana a contrario sensu.

E, embora não seja uma série descerebrada, há jornadas fatigantes e não é o pensamento que nos faz devotos da Natascha McElhone. 
Ou talvez seja. Whatever. Uma coisa é certa: era para casar.
E Janeiro de 2012 já esteve mais longe.

PG-M 2011

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