2011-05-15

(para que a felicidade não canse)

Sábado que vem vou vender a alma
na vandoma
e Domingo vou dizer-te

Amanhã temos de ir
às compras, já não há fel
em casa
e ao brincar assim com coisas sérias na solução aquosa do teu olhar
sigo rua fora com o sorriso enfiado na gola do teu casaco
a pensar em que café deixamos que os corpos se abandonem
a uma torrada
e tu pedes um pingo e eu explico na vidraça
a fórmula matemática do amor, e lembro
como está frio lá fora
e minto outra vez:
(para que a felicidade não canse)

Sábado que vem vou vender a alma
na vandoma

PG-M 2011

1 comentário:

Maria Letra disse...

Gostei muito do seu texto poético.
Votos duma boa semana.
Maria Letra