2011-04-02

Palavras penduradas e autismo

Outro dia uma querida amiga, e respeitada cineasta, queixava-se da indelicadeza dos mails e mensagens profissionais não respondidos. Falava, que fique claro, dos trocados entre pessoas que se conhecem previamente e já contactam profissionalmente. Não dos pobres diabos que se consideram a si próprios muito importantes, sem terem noção de que são o contrário. E não se incluem aqui os chamados "postais" locais, os voluntarioso, mas sim aqueles que parecem falar como se só eles existissem. E há bem pior, no mesmo contexto, dentro e fora do facebook: o desprezo. Pessoas que ignoram outras quando não conseguem perceber em que é que as beneficia não o fazerem, e se tornam prestáveis ou, pior, subservientes, quando se apercebem que o que ali está lhes interessa. Como odeiam a felicidade ou as boas notícias em que estejam envolvidos terceiros. Como agem como se elas próprias fossem vedetas que só se dão com outras vedetas. Como combinam encontros privados em público, por escrito, à vista de todos. Pessoas autistas, pouco ou nada humildes, que, as mais das vezes, controlam o mundo em que vivemos.
PG-M 2011

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