2011-01-09

Somos todos vossos fantoches

É de mim? É de gostar muito da Naomi?
É certamente irrelevante não ser do mais excelso cinema. Se os globos se esqueceram, também os óscares se vão esquecer da Naomi Watts. À vista da verdade que nos é trazida por este filme, o que mais choca é a forma como sentimos que também nós nos esquecemos de algo que testemunhámos mediaticamente em 2003, e, mais, a forma como o poder pode (para sustentar uma guerra) destruir a reputação de duas pessoas exemplares: uma agente infiltrada da CIA que era a melhor da sua classe (a tal que não tinha um "breaking point") e um herói americano.
Tive a percepção de que a justiça só chegou para eles, perante mim, oito anos depois do inferno por que passaram. Do centro para a periferia do mundo, oito anos. Se alguém se der ao trabalho de nos fazer algo idêntico, o mais certo é que a perfídia vingue e os pérfidos proliferem. Uma abordagem imperdível, uma reflexão obrigatória. Somos mesmo todos palhaços e ninguém quer saber senão de si próprio?

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