2010-12-06

À segunda

À segunda

amo-te sozinho e sem telhado

fico triste nas paragens

de autocarro

passo as ruas mas o dia

não me passa.


À segunda, amo-te na chuva

da vidraça


2 comentários:

Kássia Kiss disse...

Bonito poema e excelente combinação texto/imagem.

Pedro Guilherme-Moreira disse...

Obrigado pela atenção e sensibilidade, Kátia.