2010-12-19

a foz ao largo

a foz ao largo, ainda cheiras
a alecrim
e o carmesim
sobre o teu peito
como no baile a rodar
braço de mar
deixa os frutos por colher
fica calada e a cabeça
sobre a minha, e o cabelo
junto ao meu
fica de pé enquanto o barco
vai manobrando, e a minha mão
pressente as rugas e a corrente
ainda se sente
e o nosso amor
na foz ao largo ouve o clamor

de tudo o que não se vê
ouve o porquê
de tudo o que não se sabe

da bruma e da claridade

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