2010-10-25

Adeus então, meu rapaz


A fábrica parou ao meio-dia. Ninguém trabalha de tarde. É muito bonito olhar para a empilhadora que o Ilídio operava. Parada. Ver as grades postas mas portas, como ele as punha. Sentir o silêncio e como este lugar se recolhe em dor. Não se esquece. As tábuas estão todas quietas. Adeus então, meu rapaz.

3 comentários:

Kássia Kiss disse...

Bonita homenagem...

Kássia Kiss disse...

Desculpe a insistência. Mas recordei-me de um epitáfio que vi um dia:

"A partida é a nossa certeza,
o reencontro a nossa esperança".

Pedro Guilherme-Moreira disse...

Kássia, apenas uma breve prévia para dizer que no meu caso não há insistência possível. Para mim, todas as contribuições são uma bênção. Sei que nos meios culturais o empenhamento desinteressado é muitas vezes visto como investimento calculista e interessado, mas não para mim:).

Quando ao bonito epitáfio, apetece-me propor-lhe uma inversão, que também sabe bem ler:
"A partida é a nossa esperança,
o reencontro a nossa certeza.":)