2010-06-23

7 anos de Ignorância

Depois dos 7-0 de Portugal à Coreia do Norte no Mundial de Futebol de África do Sul e do próprio número nas costas daquele que muitos insistem em considerar o melhor do mundo, um tal de Ronaldo (eu acho é que aproveitamos no ar todas as oportunidades e mais algumas de nos iludirmos sobre o nosso papel no mundo), o 7 virou moda.

É por isso que este é o ano ideal para celebrar o sétimo aniversário da minha mascote: este pindérico blogue.
Tem obviamente crescido com o dono.
Comecei-o com trinta e poucos, idade em que começamos a ter a ilusão de que somos uns senhores (somos lá uns senhores!), e cruzei com ele a barreira dos quarenta, momento em que muito banana começa a praticar o desporto do "downhill" psicológico, sintoma que se agrava quando eu sou amigo desses energúmenos, porque é garantidinho que brinco com a decrepitude, fazendo-os ver como falta pouco para morrerem de velhice (é tudo uma questão de perspectiva; exemplo: ele faz 44 anos, agarrando-se com tudo o que pode ao comboio dos 40, e eu digo-lhe que só faltam 5 para a carruagem dos 50, o que é uma verdade matemática, mais do que lapaliciana, mas é certo e sabido que tal espécimen esperneará até lhe faltarem as forças, o que acontecerá logo que eu lhe comece a explicar como se perfaz um milénio, e, em não resultando, falo, claro, do Y2K - lembram-se do Y2K?).

E esse temor, esse medo que tende a transcender todos os limites, sempre teve a sua origem em problemas freudianos dentro do saco escrotal (é normal que haja sempre um maior do que o outro, mas é muito mau quando isso constitui um problema para alguém ou, pior do que isso, quando há saco mas não moradores. Deus nos livre de aturar gente dessa, que a há, de uma ponta à outra da nossa rua, da nossa aldeia, do nosso mundo - mais ou menos parafraseando a TSF).

Mas o que tem isto a ver com o blogue que abriu as hostilidades no dia 23 de Junho de 2003, véspera de São João, e que faz hoje 7 anos?

Nada.

Só a importância que não damos a nós próprios.
Para o provar, veja-se como estamos a usar o plural majestático, quando somos só um.
Com estes artifícios tecnológicos todos e um novo design (gostais?), o nosso limite é o céu.
Seremos, certamente ( e dentro de pouco tempo), o blogue mais lido da nossa casa.
Para já, a coluna do miúdo no "speaker's corner" cá do pátio é claramente mais concorrida.

Até lá, um grande São João!
E parabéns a nós, ora pois:).

PS: quem ainda não leu os "Skrotinhos" está condenado; mai nada!


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