2010-03-21

Manelinho

Não consigo pura e simplesmente apagar as palavras que te dediquei e as memórias que convoquei trinta anos depois. Apago-as sim, porque mo pediram pessoas directamente envolvidas, e que respeito muito, e que ainda não serenaram o sofrimento de te recordar. Mas deixo no seu lugar este ramo de flores sem imagem. Porque uma das formas da eternidade é a memória dos outros (principalmente de quem te amou e ama, como eu), para que ninguém mais te esqueça. E se não formos contando uns aos outros não ajudamos quem passa pelo mesmo, nem eternizamos a memória dos que merecem as homenagens. E essa memória, esse passado, é tudo quanto nos resta para que não se repitam certos males da História. Gosto muito de ti, meu querido primo, e passei contigo dos momento mais bonitos da minha infância, aqueles em que aprendi que é o que está dentro, e não o que está fora, que importa. Momentos que me formaram como pessoa. Tenho muitas saudades. Fica sempre por aí, Pedro

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