2010-02-23

dá-me um VERÃO torrencial








havemos de estiar as lãs que arderam

à chuva
vestir os corpos como se
fôssemos verão
morder invernos no cerco
das mãos
e longe da cama na boca
um do outro
suar os arcos das costas
e rir até de manhã
sob o atrito solar
sobre a praia terminal

beija-me a pele pelo leste
dá-me um verão torrencial



pedro guilherme-moreira
2010-02-23

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