2009-11-09

Tretas! (Ebook reader, um mês depois: tão bom como os outros)


Um mês depois, dou conta da minha experiência de integração de um leitor de ebooks nos meus hábitos diários.
Com eu esperava, a maior parte do que se tem dito e escrito por aí é um chorrilho de disparates e muita treta.
O que acontece à maquineta, que por acaso é leve, prática e anda no bolso dos casacões?
Para quem gosta de ler, é muito simples: é só mais um tipo de papel.
Agora, em vez de ler SÓ revistas e livros, passei a ler ebooks.
Ou seja, é só mais um.
Deixei de imprimir a maioria dos textos (os mais longos, os que exigem mais atenção), grande parte da internet, e tenho a vantagem de não gastar papel e tinta e de, ao mesmo tempo, ir lendo essa papelada toda sem parecer papelada, mas sim um suave e gentil livro.
Muitas vezes não nos apercebemos da quantidade de páginas que temos de ler na net, e do tempo e cansaço que isso representa.
Aconteceu-me recentemente: tinha de ler cerca de dez testemunhos em vários "sites", e adormecia todas as noites em cima do computador. Quando me lembrei de os passar para pdf, e para dentro do ebook reader, passei a ler os textos com todo o vagar (e prazer) e nos tempos mortos. E, espantem-se, aquilo equivale a mais de 80 páginas que, no computador, pareciam meia-dúzia. Fixo melhor o que estou a ler, tiro notas, etc.
E, last but not the least, fechar um livro demora tanto tempo como desligar a maquineta, mas abir demorará menos, embora a dita dispense marcadores, porque abre precisamente onde deixámos a leitura. A tendência é concentrar as leituras em menos "sessões",  embora mais prolongadas.
A dispersão de atenção por causa das redes 3G não é problema, porque este não tem, nem precisa.
Insisto:
chamar a isto "futuro" é um erro crasso.
É o presente. Vocês passam a vida a falar do tipo de papel deste ou daquele jornal, do lettering, da tinta, da grossura das páginas, do tamanho das letas?
Não me parece.
Então não sejam tão esquisitinhos, e deixem aquele discurso maneirista do "em vez de".
Isto não vem em vez de nada. Adiciona-se ao existente. É mais um.
Aliás, graças à maquineta, cada vez leio mais, porque dos textos que estão lá dentro tiro notas e referências, e passo muito mais tempo em bilbiotecas e livrarias em torno de livros tradicionais que me são sugeridos pelas eLeituras:).
E esta, hein?

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