2009-08-08

A Jovem Vitória (e o grande cinema)

Primeiro, Emily Blunt, actriz toda.
Tem uma beleza real, próxima, até algo demodé, o que em cinema é sempre útil.
Cria uma relação de cumplicidade connosco desde o primeiro minuto, para não mais nos sair da pele. E permanece nossa algum tempo depois de sairmos da sala. Para quem andava distraído, desde 2004 que ela dá cartas como actriz, e não era preciso a sua excelente actuação no menos bom "O Diabo veste de Prada" para o confirmar.
Como jovem rainha Vitória - numa composição de um equilíbrio notável, mesmo tocante, entre força e doçura, determinação e fragilidade - torna-se uma actriz maior.
Está na minha lista "Tio Óscar".

Depois, todo o filme.
Preeche-nos os poros, envolve-nos, está estudado para emocionar (e emociona!) e é, além do mais, uma janela para o passado. Há certas mis-en-scénes que impressionam pela sua perfeição, como que fotografias contemporâneas do tempo retratado. O canadiano Jean Marc-Valée - que também já prometia em C.R.A.Z.Y. (2005) - está de parabéns.

Não sei no que estavam a pensar os críticos que reduziram este filme a um produto menor.
Por favor, não se fiem. Eles já se esqueceram do que é o prazer em cinema.
"The Young Victoria" é um grande filme para pessoas de carne e osso.

Créditos Fotográficos: Martin Usborne

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