2009-06-23

Os nosso seis anos e dicas secretas para ver o fogo de São João


Prometemos à nossa única seguidora declarada (porque page views diários são uns milhares, e mesmo que não fossem, cá estávamos, como ao princípio, há exactamente seis anos - hoje somos pequeninos -), a Helena, que este ano publicaríamos as dicas secretas para ver o fogo sem ser atropelado, e é isso que vamos fazer, de forma breve e não exaustiva.

A primeira é não ver o fogo da Ribeira do Porto. Além da configuração irregular do espaço, que se torna sufocante quando entalados no meio da multodão, é mais bonito ver o Porto em fundo (de Gaia), do que o contrário. Escolher a Ribeira de Gaia só exige inteligência na escolha do lugar para estacionar, e o convencimento de que o São João é para andar a pé. O mais correcto é deixar o carro junto à Câmara de Gaia, num dos parques ou até na rua, e caminhar os cerca de dois quilómetros até à Ribeira, sempre antes das 23h. Prefiram sempre o espaço amplo do calçadão a qualquer encosta pelo caminho, e posicionem-se junto a uma rua larga, para poderem regressar calmamente. A Rua Cândido dos Reis e a General Torres são de evitar para o regresso e nunca, por nunca, tentem atravessar a ponte D. Luís para o Porto na primeira hora depois de o fogo acabar, porque podem ter uma experiência de apertos assustadora. Fala quem já o experimentou.

A segunda é ver o fogo nos dos Aliados, menos espectacular mas perfeitamente relaxado, sem apertos, e também no centro da festa, que há coisa de dez anos deixou, infelizmente, os "movimentos migratórios" Aliados-Boavista até às 2 da manhã, de depois a debandada até à Foz. Era muito mais giro. Agora a circulação em que se pode desfrutar da experiência das marteladas é só praticamente, em torno da baixa, e principalmente o circuito Aliados-Ribeira-Aliados. É muito agradável pulular em frente a São Bento entre as 23h e as 24h. Agradável e divertido.

É sempre importante uma boa escolha para estacionamento, ou ir de comboio. Estacionar perto da saída para a Ponte do Infante, por São Lázaro, não costuma ser má ideia. A partir da uma da manhã, quase todos os circuitos que levam para a Ponte da Arrábida a partir da baixa ficam tomados. Melhor as ponte do Infante ou Freixo. Em São Lázaro é possível decidir qual das pontes se escolhe, espreitando para o movimento da Ponte do Infante. Janta-se bem aí perto, entre Santo Ildefonso e a Batalha.

Finalmente, e por aqui ficamos, um pequeno segredo de um sítio que, não sendo propriamente a Ribeira de Gaia, que permite um visionamento em toda a amplitude, é bom para quem quiser ficar do lado do Porto, mas não lhe apetecer descer à Ribeira. Até tem de subir. Desce a Rua de São Bento da Vitória, a partir da Torre dos Clérigos, até não poder ir mais e aparecerem as escadinhas de. Por aí há um pequeno promontório, num terreno aparentemente baldio, que permite uma vista belíssima sobre o Porto e Gaia, e consequentemente o fogo, num cenário de postal ilustrado. Quem já esteve nas instalações do TIC (preso ou a trabalhar:), sabe de que vista falo. (cliquem na imagem junto a este "post" para verem a planta detlahada; o local fica sensivelmente junto à letra C;)

Para todos, em particular para a Helena, um maravilhoso São João.

Como já devem saber, esta noite é perfeitamente inefável para mim, porque é quando vivo e partilho de forma mais intensa a minha alma tripeira. Emociono-me sempre.

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