2009-02-13

A maravilhosa Cate (e o maravilhoso Benjamim)


Tem-se discutido aqui muito Cinema. E este filme é o quê, senão um banho de cinema e, mais do que isso, de literatura? Eu, que lá entrei de pé atrás, pelas críticas tão discordantes, depois de um filme "literário" na semana passada, Revolutionary Road (outro para encher as medidas, embora este seja um "feel bad movie" e o "Benjamim" claramente um "feel good movie"), rendi-me aos primeiros minutos. Fotografia irrepreensível (estou a torcer pelo óscar para o Cláudio Miranda), onírica, quase três horas de deleite (dez minutos para empolgar as senhoras) e uma Cate Blanchett de encher as medidas, o que não espanta a quem a venera há muito. Não, nada de extraordinário na interpretação de Brad Pitt, que no entanto cumpre com competência, como bom actor que é. Mas a Cate. A Cate é fenomenal. Tem todo o brilho de uma actriz clássica e a sensualidade de uma do século XXI. A Cate! Esperem para vê-la dançar ballet com os quarenta anos que tem, parecendo dezoito. Valha a verdade: não é uma injustiçada. Ganhou um óscar e cinquenta e cinco troféus variados. Cinquenta e cinco! Mas merecia a nomeação este ano, que não teve. Um filme imperdível e de chorar por mais. Vão por mim, e vão depressa, que, se não for o vencedor dos Óscares, está de saída em poucas semanas. Tem uma média de 8.3 no www.imdb.com em 60.000 votos, o que é extraordinário. Votos de pessoas normais, como nós, não de críticos muitas vezes desligados da sua verdadeira função.

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