2009-02-06

Kate, Angelina, Katelina


Venha o diabo e escolha.

Bom, embora nada se compare, na minha escala de valores, à prestação pretérita da Marion Cotillard, que espero ter o prazer de rever na entrega do Óscar ao Mickey Rourke (não que eu deseje que ele ganhe), este ano tenho um dilema:

Gosto muito da Kate Winslet, vi-a em Revolutionary Road, e está fantástica. Ou "vai fantástica", como diziam com encanto os nossos avós. Mas com o excelente trabalho do Sam Mendes, até o afectado Leonardo está muito bom. Dizem que em The Reader, a Kate ainda está melhor. A Academia ingorou o Revolutionary, mas Kate ganhou o globo de ouro de melhor actriz secundária por este filme, o que é um logro, porque não há nada de seecundário neste papel. Deve ganhar o Óscar por The Reader.

Adiante. Sabem que eu quero secretamente ver a Kate a subir ao palco do Kodak Theatre, mas tenho de ser justo:

Há muito tempo que não via uma composição tão perfeita como a de Angelina Jolie em "A Troca". Ali está a contenção de uma Maria Callas a cantar a Ave Maria de Bach/Gounod. Sublime.

No entanto, a Academia é de compensações, o que até nem está mal, se querem que vos diga, isto pela pena de um maluco que segue religiosamente a cerimónia há 24 anos (nunca falhei uma directa, mesmo quando só dava na rádio:).

Se assim for, vou rejubilar com o Óscar para a Kate (uma grande actriz, com pouco glamour, como também é bom e orginal que seja, e que tem 6 nomeações para Óscar e ainda nenhuma vitória), mas tenho de aqui deixar escrito que se vai deixar de premiar aquela que é para mim, até ver, a composição deste século, juntamente com a do Daniel Day-Lewis em "Haverá Sangue".

Acabo como comecei: não toquem na Marion:)!

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