2008-07-10

Supremo Tropa de Elite


Sai-se da sala de cinema sumido.

A natureza humana e o carácter em estado puro. Literatura. Autenticidade. Contundência.

Os extremos do bicho homem. Um filme que é muito cinema (muitíssimo!) exibe-nos de forma inclemente aonde chega este estranho animal quando sem freio.

O resultado é uma favela e um estado de guerra permanente.

Cabe lá o amor, a fraqueza, a vingança, um descontrolado sentido de justiça, mas não cabe a paz.

Queremos que fiquem todos longe de nós.

Que fime, senhores, que filme!

Pedro Guilherme-Moreira

4 comentários:

Maria José Carvalho disse...

Caro PG-M,

Através da Forlegis soube do seu aniversário. Claro que depois de ler a sua mensagem de agradecimento aos muitos parabéns e felicitações de aniversário que recebeu, não o vou cumprimentar pela data especial de 10 de Julho. Cumprimentá-lo-ei sim, se me permitir, pelo facto de existir. São cada vez mais raras as pessoas que se expõem da forma como o Pedro o faz. Há muito tempo que, fora do desporto, não lia escritos que transparecem tanta autenticidade e despojamento como os do Pedro. Digo mais, escritos que gostava de ter sido eu a redigi-los, pela identificação que sinto com as palavras e ideias que encerram. Bem-haja por ser assim!!
Tenho a tropa de elite em casa, há vários meses, fruto de uma prenda de uma querida amiga brasileira. Ainda não tinha tido vontade, nem coragem para o ver, despertou-me a curiosidade e nos próximos dias irei relaxar em frente à TV (férias venham elas que tão precisas são...).
De uma colega do Direito e do Desporto (voleibol e andebol federados, conheço os Pedrosa, sim!) que demora a fazer a sua apresentação na forlegis, mas que cumprirá a promessa um dia destes, receba as mais cordiais saudações,
mjc

Anónimo disse...

O seu comentário deixam-me sem palavras mas com as palavras de que a existência vale a pena quando se encontra com tamanha sensibilidade. O meu penhorado obrigado, Pedro G-M

Luis Miguel da Fonseca Barrocas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luis Miguel da Fonseca Barrocas disse...

Pedro, fiquei marcado pelo filme por duas razões. A primeira por toda a complexidade da relação entre a realidade sociológica de um Brasil e a realidade sociológica de "Vigiar e Punir" de Foucault. A segunda, por estar no Brasil quando vi esse filme e, no dia seguinte, quando acordei, ouvir um "garoto-de-rua" que traulitava aquela melodia. Senti o filme na tela e no "chão".

Um abraço.