2005-07-12

Manuela Azevedo humana


No dia 4 de Julho de 2005, no Porto, o céu do Coliseu estava negro, de vez em quando cravado de palmas que subiam do chão, e no palco havia esta luz, de brilho superlativo, quase invisível, que se cheirava e sentia, explodindo dentro de nós. Chama-se Manuela Azevedo. Portugal também, e apesar de tudo. E deixa-nos felizes. A sério que deixa.Sou teu fã quase desde sempre, Manela, mesmo quando era teu colega de faculdade e não sabia disso. Tu disseste-me nesta noite. É-se sempre fã da excelência. Um dia falaremos desse teu brilho, mas antes tenho de crescer, mesmo que não apareça. PG-M

A CURVA DO CAMINHO


Dos já milhares de quilómetros percorridos a correr neste percurso entre Francelos e Miramar, esta sempre foi a minha imagem favorita. A minha curva do caminho no passadiço soberbo de quinze quilómetros que por lá deixaram um destes dias. Não se diz onde fica, descobre-se. Daqui se vê meio infinito até Matosinhos. No Verão, tem gente por perto, mas no Inverno é despojada, quase minimalista, sempre luminosa, mesmo durante aquelas magníficas tempestades de sul. PG-M