2003-06-23

PORQUÊ IGNORÂNCIA?

Vamos assumir a crise de ideologias e fés, com o nascimento de uma nova, que acolhe o que de bom pode beber em todo as as outras, e rejeita o que de mau a pode embriagar. Sem compartimentos estanques, sem territórios exclusivos.

Todos somos ignorantes. Mal era que não fôssemos, pois isso poderia querer dizer que a nossa vida era um inferno, na tentativa utópica de abarcar todo o conhecimento.

Por outro lado, todos devemos admitir que o somos. Sócrates já chegou a esta conclusão há cerca de 2.500 anos.
Ou seja, se eu não quiser admitir que não sei algo (quando, de facto, não sei, sendo que "saber pouco" também pode ser "não saber"), não vou ter hipótese de passar a saber, porque o interlocutor que nos poderia ensinar, das duas uma:
- Topa-nos logo à distância, e nem se dá ao trabalho de nos transmitir o seu conhecimento;
- Perante a nossa incapacidade de admissão de ignorância, entende que sabemos, e nada diz.

Pode sobrevir uma terceira atitude. O nosso interlocutor gosta tanto ou tão pouco de nós, que, mesmo assim, nos explica.
E, ou nós aproveitamos essa oportunidade de ouro para aprender, ou então continuamos a fingir que sabemos. E caimos no ridículo.

Este espaço é livre, embora seja natural que se vão criando regras de uso. Para já, há três:
1 - Educação: uso de linguagem moderada, o que não quer dizer exclusão do vernáculo, como é óbvio, em descrições, desde que não dirigido a outra pessoa, seja ela qual for.
2 - Atacar ideias, e não pessoas: devemos reflectir, antes do envio do post, no sentido de apurar se o mesmo contém ataques pessoais, ou se apenas se limita a discussão de ideias;
3 - Igualdade de tratamento entre todos, sendo, inclusive, intenção deste vosso servo e "blogmaster", trazer para a discussão ditos e feitos dos que nem por sombras sabem o que é um computador, quanto mais um blog.

Os temas são livres, embora devam acabar por incidir, naturalmente, nos temas que são mais caros ao "blogmaster":
Pessoas e relacionamento humano, Justiça, Tecnologias, Gadgets, Actualidade e Viagens;


O Ignorante-Mor,

PEDRO GUILHERME-MOREIRA

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